De vídeos, religião nas escolas, e vícios de linguagem

Estava assistindo no Youtube aos vídeos gravados do programa Debate MTV, e num único vídeo – na verdade 5 partes – consegui pensar nesse titulo para o post, e achei que era bom, então ficou.

Vamos ao(s)  vídeo:

Não vou postar todas as partes, quem postou colocou no nome as partes de 1 à 5.

Nunca mais assisti televisão, este vídeo caiu na página inicial do Youtube como indicação, boa indicação. Basicamente é uma discussão sobre o tema : religião nas escolas públicas. Assista o vídeo para continuar lendo.

Minha opinião sobre o aulas de religião na escola pública: Não deve haver. Isto porque aulas de religião nas escolas como foi defendido, não é de um todo necessário. O ensino sobre a diversidade religiosa pode ser um tópico agregado a outra matéria, por se tratar de algo que faz parte do povo brasileiro, faz parte da história e que deve ser estudado sim, mas não como uma matéria que abre margem para tanta imparcialidade, discriminação com a minoria diferente.

O Brasil é um estado laico, não deve seguir nenhuma doutrina religiosa, tampouco ensinar. O dinheiro público deve ser investido nas escolas e no ensino que tenha um retorno plausível ao investimento, e que respeite a minoria não-religiosa. Crianças deveriam saber mais filosofia, deveriam aprender a respeitar o diferente e a moral alheia, desculpem-me uma possível ignorância, mas eu não vejo onde isso se encaixa com o ensino religioso. Religião, como citado em alguns trechos do vídeo, e de certa forma bem argumentadas, não é assunto que se discuta em escolas primárias.

A minha realidade vivida na escola pública nas aulas de religião não condizem com a descrição do acordo Brasil-Vaticano, que convenhamos no Brasil é utópico. Os professores não são de longe imparciais. Uma parte mais esclarecida até tenta, mas, se nem professores de história e filosofia conseguem ser completamente imparciais, imagine um professor que ensina religião.

Acredito que religião em si não deve ser estudada, e sim os seus resultados, impactos, influências. Religião em si é questão de fé, fé é imparcial, ou existe ou não, portanto não faz sentido haver religião nas escolas.

Deixo o resto para vocês pensarem, e lembrem-se é o seu dinheiro que está alimentando isto, busque cobre, exija, você é o patrão.

Agora direto para a parte do vício de linguagem, e aproveitando também para falar também da imaturidade de alguns argumentos. Notem o quanto é agonizante você ficar ouvindo: “tipo” fraseaqui. “tipo” frasenova. Tipo, vícios de linguagem são irritantes! Tipo, a garota no debate só conseguia explicar as coisas se colocasse “tipo” na frente das frases véi. E não é de se admirar que alguém que não consegue falar uma única frase sem dizer “tipo”  tenha como praticamente único argumento dizer que já tem 11 anos que ela tem aulas de religião. Por isso, se você é do tipo que só fala tipo, véi, bicho, se encare e pare de ser irritante.

Se você não gostou do vídeo compartilhado, ou se gostou, esse daqui é mais engraçado:

Se você gostou do texto, e se não gostou, comente idéias similares sempre nos deixa com mais vontade de postar. E idéias contrárias sempre nos estimula a tentar melhorar.

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